Programação de quinta - 11h (TÓPICOS ALTERNATIVOS DE CINEMA): a programação da sessão de quinta será voltada para cinemas que se situam fora dos círculos tradicionais de debate, buscando áreas periféricas – mas não menos importantes - que envolvam a produção audiovisual, como os desenhos animados, a ficção científica, o primeiro cinema, o cinema experimental e as séries de TV. O objetivo desta seleção é trazer ao escopo dos debates um olhar criterioso para estas manifestações audiovisuais que são muitas vezes levianamente ignoradas/subestimadas.
Programação de sábado - 16h (CINEFILIA CLÁSSICA): a programação de sábado procura realizar passeios pela vasta história e geografia do cinema, trazendo aos alunos a oportunidade de entrar em contato com filmes e temas importantes tanto para a educação audiovisual quanto para a formação humanista. Assim, serão visitados os temas da fotografia no cinema, dos documentários revolucionários, do underground americano, das América Latina contemporânea, etc. Grandes cineastas da história, como Robert Flaherty, Bernardo Bertolucci, John Cassavetes e Wim Wenders, estão situados neste programa.
26/09 (sábado): Programa novo cinema latinoamericano – Leonera, de Pablo Trapero. 2008, 113 min. Classificação indicativa: 14 anos.Trapero, importante cineasta do novo cinema argentino, conta a história de uma mulher que, presa, tenta entender as razões amorosas que a levaram ao seu presente.
01/10 (quinta): Programa animação japonesa - Akira, de Katsuhiro Otomo. 1988, 124 min. Classificação indicativa: livre Clássico da animação japonesa, conta a história de uma Tóquio pós-apocalíptica a cyberpunk.
03/10 (sábado): Programa novo cinema latinoamericano – Luz Silenciosa, de Carlos Reygadas. 2007, 124 min. Classificação indicativa: 14 anos.Dentro de uma rigorosa sociedade religiosa no México, um homem decide transgredir seus dogmas pessoais e sociais.
08/10 (quinta): Programa animação japonesa. Trechos de séries e filmes e debate sobre o animê. Classificação indicativa: livre
10/10 (sábado): Programa cinema underground americano – Faces, de John Cassavetes. 1968, 103 min. Classificação indicativa: 16 anos.Filme essencial do um dos mais viscerais diretores americanos, Faces traz à tona os desníveis nos relacionamentos de um produtor cinematográfico.
15/10 (quinta): O cinema de D.W. Griffith e a construção da narrativa clássica. Classificação indicativa: livre
A trajetória do pioneiro americano Griffith em busca da constituição de uma narrativa autônoma para o cinema.
17/10 (sábado): Programa cinema underground americano – Paixões que alucinam, de Samuel Fuller. 1963, 101 min. Classificação indicativa: 16 anos.Fuller, um vanguardista dentro de Hollywood, faz sua examinação sobre a sanidade e a loucura
22/10 (quinta): Programa cinema e arte visuais – O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante, de Peter Greenaway. 1989, 123 min. Classificação indicativa: 16 anos.O diretor-artista Greenaway submerge o espectador numa estranha história que envolve erotismo e gastronomia.
24/10 (sábado): Programa fotografia no cinema (Cristopher Dyle) – Amor à flor da pele, de Wong Kar-Way. 2000, 90 min. Classificação indicativa: 14 anos.Em um dos filmes essenciais da década, Kar-Way constrói, em uma narrativa delicada e detalhista, um caso de amor atípico e arrebatador.
29/10 (quinta): Programa cinema e arte visuais – Dolls, de Takeshi Kitano. 2002, 113 min. Classificação indicativa: 14 anos.Filme mais ambicioso de “beat” Takeshi Kitano, conta, em esplendorosa fotografia e narrativa mítica, uma trágica história de amor.
31/10 (sábado): Programa fotografia no cinema (Robby Müller) – Paris, Texas, de Wim Wenders. 1983, 150 min. Classificação indicativa: 12 anos.Este incrível clássico de Wenders realiza uma poderosa reflexão sobre o espaço, o indivíduo e a solidão.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
PROGRAMAÇÃO E SINOPSES DOS FILMES DA MOSTRA BACK2BLACK
1º DIA - 28 DE AGOSTO – SEXTA FEIRA
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Shaft – O filme. (Shaft, EUA, 1971, fic, 100 min). Dir.: Gordon Parks.
19h:
Faça a Coisa Certa (Do the right thing, EUA, 1989, fic, 120 min). Dir.: Spike Lee
21h:
Rockers It's Dangerous (Jamaica/EUA, 1977, fic, 99 min). Dir.: Theodoros Bafaloukos
PAREDE EXTERNA DO MUSEU - 19h30
A liga da língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel.
Haiti (EUA/Haiti, 1938, doc, 16 min., classificação indicativa: livre). Dir. Rudy Burckhardt
A força de olhar o amanhã (França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy.
2º DIA - 29 DE AGOSTO – SÁBADO
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Finyé - O Vento (Finyé, França/Mali 1982, 105 min) Dir.: Souleymane Cissé
19h:
Tilaï (França, 1990, 81 min) Dir.: Idrissa Quedraogo
21h:
Heremakono (França/Mauritânia, 2002, 95 min.) Dir.: Abdeharrmane Sissako
PAREDE EXTERNA DO MUSEU – 20h
Projeção Outdoor Jean Rouch, “Eu, um negro” (França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch.
3º DIA - 30 DE AGOSTO – DOMINGO
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Carolina (Brasil, 2003, doc, 14 min.) Dir.: Jeferson D
Eu, um negro (Moi, un noir, França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch
19h:
A liga da língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel.
A força de olhar o amanhã (França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy.
21h: A negação do Brasil. (Brasil, 2000, doc, 91 min.) Dir.: Joel Zito Araújo.
17h: Shaft – O filme. (Shaft, EUA, 1971, fic, 100 min., classificação indicativa: 18 anos). Dir.: Gordon Parks.
Trailer
Este é um filme-ícone do período conhecido como “black exploitation”, quando, nos anos 70, após uma série de direitos conquistados pelos negros americanos, Hollywood passou a dar voz a realizadores afrodescendentes. Shaft é um detetive casca-grossa que se envolve em uma guerra de traficantes. Dirigido pelo lendário Gordon Parks e com trilha sonora vencedora do Oscar composta pelo soulman Isaac Hayes, Shaft revolucionou o cinema negro norteamericano.
19h: Faça a Coisa Certa (Do the right thing, EUA, 1989, fic, 120 min., classificação indicativa: 18 anos) Dir.: Spike Lee
Trailer
Spike Lee é o mais conhecido dos diretores negros americanos, e sua obra constantemente revisita o tema da desigualdade racial, tendo ele chegado a filmar uma biografia de Malcolm X. Faça a coisa certa conta a história de um desentendimento entre negros e imigrantes italianos em um subúrbio do Brooklyn, em Nova York. Bem-humorado, porém fulminantemente intenso, trata-se de um filme indispensável para a compreensão das relações interculturais norteamericanas.
21h: Rockers It's Dangerous (Jamaica/EUA, 1977, fic, 99 min., classificação indicativa: 18 anos) Dir.: Theodoros Bafaloukos
Trailer
Rockers é um dos mais lendários filmes já produzidos na Jamaica.
Narrando as desventuras de um baterista na capital Kingston, o filme revela de maneira hilária e tresloucada o universo do reggae e da cultura rastafari jamaicana. Além de contar com a trilha sonora de alguns dos maiores nomes do reggae (como Peter Tosh e Gregory Isaacs), o filme é também recheado de participações especiais de outros deles, como Burning Spear, Dillinger e Robbie Shakespeare.
17h: Finyé - O Vento (Finyé, França/Mali 1982, 105 min) Dir.: Souleymane Cissé.
O malinês Souleymane Cissé ganhou notoriedade mundial a partir de Finyé, no qual narra, em seu país de origem, a história de dois adolescentes de diferentes classes sociais insatisfeitos com a sociedade. Tendo chegado a ser preso pelas autoridades locais pelo teor subversivo de seus filmes, Cissé já venceu o prêmio do júri no festival de Cannes e é um dos mais respeitados diretores africanos.
19h: Tilaï (França, 1990, 81 min) Dir.: Idrissa Quedraogo.
Quedraogo, de Burkina Faso, é um dos mais célebres diretores africanos. Sua trajetória internacional ganha notoriedade justamente com Tilaï (“a lei”), em que conta a história, em uma pequena aldeia, de um rapaz que transgride os tabus do casamento local e vai viver com sua amada, refugiados. Outras circunstâncias, porém, o fazem retornar à aldeia, onde terá de enfrentar seus familiares. Conhecido por retratar uma visão peculiar e desconhecida da África, Tilaï venceu o prêmio especial do júri de Cannes em 1990.
21h: Heremakono - Esperando a felicidade (Haremakono, en attendent le bonheur, França/Mauritânia, 2002, 95 min.) Dir.: Abdeharrmane Sissako
Lidando de maneira particular com os assuntos da memória e da história, o diretor mauritano Sissako é um dos que mais ganha notoriedade no cinema africano francófono contemporâneo. Selecionado para concorrer à mostra “un certain regard”, Haremakono esteve em Cannes em 2002, e conta a história de um menino que acompanha sua mãe em um país de língua estrangeira, onde tem de aprender a decodificar os signos de um mundo que custa a se revelar.
17h: Carolina (Brasil, 2003, doc, 14 min., classificação indicativa: 12 anos) Dir.: Jeferson D
Jéferson D é um dos diretores responsáveis pela renovação do cinema feito por e sobre os negros no Brasil, tendo desenvolvido o manifesto “Dogma Feijoada”, reivindicando uma representação legítima dos negros no cinema brasileiro. Carolina de Jesus, que escreveu um diário (convertido em sucesso comercial) sobre seu cotidiano na favela, é retratada, juntamente com seu destino trágico, nesse curta premiado em Brasília e Gramado.
+ Eu, um negro (Moi, un noir, França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch
* exibição do filme na parede externa do Museu no dia 29/8 - 20h
Jean Rouch é um dos nomes fundamentais da cinematografia sobre a África. Fascinado pelas manifestações culturais do continente, realizou, sob o signo do que ficaria conhecido mais tarde como etnodocumentário, dezenas de filmes sobre diferentes aspectos da vida na África. Fazendo uma mistura ambígua de ficção e autorrepresentação, Eu, um negro é um de seus melhores filmes, mostrando a dificuldade de adaptação de migrantes do Níger à Costa do Marfim em uma África que se moderniza por meio de desigualdades.
19h:
* exibição dos 2 filmes na parede externa do Museu no dia 28/8 - 19h30
A Liga da Língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel
Concebido como uma videoinstalação para ser exibida em quatro grandes telas com alta intercambiação linguística entre o som e as quatro imagens simultâneas, A Liga da Língua é um lindo trabalho sobre todos os aspectos que unem povos distantes (dentre eles muitos africanos) através das particularidades da língua portuguesa.
+ A Força de Olhar o Amanhã (La Force de Regarder Demain, França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy
A cineasta da Martinica Euzah Palcy se tornou conhecida pelo importante filme A rua das casa negras (1983), um drama social envolvendo problemas raciais em seu país de origem. Em 2006, ela dirigiu uma série de documentários sobre o poeta martinicano Aimé Césaire, importante militante da causa da negritude. A força de olhar o amanhã procura entender as possibilidades de se pensar em soluções para um mundo em que a negritude continua enfrentando colossais dificuldades associadas aos diversos problemas econômicos, políticos e sociais da cultura global.
21h:
A negação do Brasil. (Brasil, 2000, doc, 91 min., classificação indicativa: 12 anos) Dir.: Joel Zito Araújo.
Lançado juntamente com um livro que complementa a elucidação proposta pelo filme, A negação do Brasil trata do espinhoso tema da representação dos negros na telenovela brasileira. Através de dados, estatísticas e de suas próprias recordações, o diretor de TV Joel Zito Araújo procura demonstrar como o universo da telenovela cria uma imagem paradoxal da sociedade brasileira, relegando à imensa população negra do país uma pequena quantidade de papéis estereotipados e desinformadores.
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Shaft – O filme. (Shaft, EUA, 1971, fic, 100 min). Dir.: Gordon Parks.
19h:
Faça a Coisa Certa (Do the right thing, EUA, 1989, fic, 120 min). Dir.: Spike Lee
21h:
Rockers It's Dangerous (Jamaica/EUA, 1977, fic, 99 min). Dir.: Theodoros Bafaloukos
PAREDE EXTERNA DO MUSEU - 19h30
A liga da língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel.
Haiti (EUA/Haiti, 1938, doc, 16 min., classificação indicativa: livre). Dir. Rudy Burckhardt
A força de olhar o amanhã (França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy.
2º DIA - 29 DE AGOSTO – SÁBADO
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Finyé - O Vento (Finyé, França/Mali 1982, 105 min) Dir.: Souleymane Cissé
19h:
Tilaï (França, 1990, 81 min) Dir.: Idrissa Quedraogo
21h:
Heremakono (França/Mauritânia, 2002, 95 min.) Dir.: Abdeharrmane Sissako
PAREDE EXTERNA DO MUSEU – 20h
Projeção Outdoor Jean Rouch, “Eu, um negro” (França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch.
3º DIA - 30 DE AGOSTO – DOMINGO
AUDITÓRIO DO MUSEU
17h:
Carolina (Brasil, 2003, doc, 14 min.) Dir.: Jeferson D
Eu, um negro (Moi, un noir, França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch
19h:
A liga da língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel.
A força de olhar o amanhã (França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy.
21h: A negação do Brasil. (Brasil, 2000, doc, 91 min.) Dir.: Joel Zito Araújo.
SINOPSES
dia 28/08 – Cultura black e cultura pop
17h: Shaft – O filme. (Shaft, EUA, 1971, fic, 100 min., classificação indicativa: 18 anos). Dir.: Gordon Parks.
Trailer
Este é um filme-ícone do período conhecido como “black exploitation”, quando, nos anos 70, após uma série de direitos conquistados pelos negros americanos, Hollywood passou a dar voz a realizadores afrodescendentes. Shaft é um detetive casca-grossa que se envolve em uma guerra de traficantes. Dirigido pelo lendário Gordon Parks e com trilha sonora vencedora do Oscar composta pelo soulman Isaac Hayes, Shaft revolucionou o cinema negro norteamericano.
19h: Faça a Coisa Certa (Do the right thing, EUA, 1989, fic, 120 min., classificação indicativa: 18 anos) Dir.: Spike Lee
Trailer
Spike Lee é o mais conhecido dos diretores negros americanos, e sua obra constantemente revisita o tema da desigualdade racial, tendo ele chegado a filmar uma biografia de Malcolm X. Faça a coisa certa conta a história de um desentendimento entre negros e imigrantes italianos em um subúrbio do Brooklyn, em Nova York. Bem-humorado, porém fulminantemente intenso, trata-se de um filme indispensável para a compreensão das relações interculturais norteamericanas.
21h: Rockers It's Dangerous (Jamaica/EUA, 1977, fic, 99 min., classificação indicativa: 18 anos) Dir.: Theodoros Bafaloukos
Trailer
Rockers é um dos mais lendários filmes já produzidos na Jamaica.
Narrando as desventuras de um baterista na capital Kingston, o filme revela de maneira hilária e tresloucada o universo do reggae e da cultura rastafari jamaicana. Além de contar com a trilha sonora de alguns dos maiores nomes do reggae (como Peter Tosh e Gregory Isaacs), o filme é também recheado de participações especiais de outros deles, como Burning Spear, Dillinger e Robbie Shakespeare.
dia 29/08 – O filme de arte africano
17h: Finyé - O Vento (Finyé, França/Mali 1982, 105 min) Dir.: Souleymane Cissé.
O malinês Souleymane Cissé ganhou notoriedade mundial a partir de Finyé, no qual narra, em seu país de origem, a história de dois adolescentes de diferentes classes sociais insatisfeitos com a sociedade. Tendo chegado a ser preso pelas autoridades locais pelo teor subversivo de seus filmes, Cissé já venceu o prêmio do júri no festival de Cannes e é um dos mais respeitados diretores africanos.
19h: Tilaï (França, 1990, 81 min) Dir.: Idrissa Quedraogo.
Quedraogo, de Burkina Faso, é um dos mais célebres diretores africanos. Sua trajetória internacional ganha notoriedade justamente com Tilaï (“a lei”), em que conta a história, em uma pequena aldeia, de um rapaz que transgride os tabus do casamento local e vai viver com sua amada, refugiados. Outras circunstâncias, porém, o fazem retornar à aldeia, onde terá de enfrentar seus familiares. Conhecido por retratar uma visão peculiar e desconhecida da África, Tilaï venceu o prêmio especial do júri de Cannes em 1990.
21h: Heremakono - Esperando a felicidade (Haremakono, en attendent le bonheur, França/Mauritânia, 2002, 95 min.) Dir.: Abdeharrmane Sissako
Lidando de maneira particular com os assuntos da memória e da história, o diretor mauritano Sissako é um dos que mais ganha notoriedade no cinema africano francófono contemporâneo. Selecionado para concorrer à mostra “un certain regard”, Haremakono esteve em Cannes em 2002, e conta a história de um menino que acompanha sua mãe em um país de língua estrangeira, onde tem de aprender a decodificar os signos de um mundo que custa a se revelar.
dia 30/08 – Olhares documentais sobre a negritude
17h: Carolina (Brasil, 2003, doc, 14 min., classificação indicativa: 12 anos) Dir.: Jeferson D
Jéferson D é um dos diretores responsáveis pela renovação do cinema feito por e sobre os negros no Brasil, tendo desenvolvido o manifesto “Dogma Feijoada”, reivindicando uma representação legítima dos negros no cinema brasileiro. Carolina de Jesus, que escreveu um diário (convertido em sucesso comercial) sobre seu cotidiano na favela, é retratada, juntamente com seu destino trágico, nesse curta premiado em Brasília e Gramado.
+ Eu, um negro (Moi, un noir, França, 1958, doc, 72 min.) Dir.: Jean Rouch
* exibição do filme na parede externa do Museu no dia 29/8 - 20h
Jean Rouch é um dos nomes fundamentais da cinematografia sobre a África. Fascinado pelas manifestações culturais do continente, realizou, sob o signo do que ficaria conhecido mais tarde como etnodocumentário, dezenas de filmes sobre diferentes aspectos da vida na África. Fazendo uma mistura ambígua de ficção e autorrepresentação, Eu, um negro é um de seus melhores filmes, mostrando a dificuldade de adaptação de migrantes do Níger à Costa do Marfim em uma África que se moderniza por meio de desigualdades.
19h:
* exibição dos 2 filmes na parede externa do Museu no dia 28/8 - 19h30
A Liga da Língua (Brasil, 2003, videoarte, 17 min.) Dir. Renato Barbieri e Fabiano Maciel
Concebido como uma videoinstalação para ser exibida em quatro grandes telas com alta intercambiação linguística entre o som e as quatro imagens simultâneas, A Liga da Língua é um lindo trabalho sobre todos os aspectos que unem povos distantes (dentre eles muitos africanos) através das particularidades da língua portuguesa.
+ A Força de Olhar o Amanhã (La Force de Regarder Demain, França, 2006, doc, 52 min.) Dir. Euzah Palcy
A cineasta da Martinica Euzah Palcy se tornou conhecida pelo importante filme A rua das casa negras (1983), um drama social envolvendo problemas raciais em seu país de origem. Em 2006, ela dirigiu uma série de documentários sobre o poeta martinicano Aimé Césaire, importante militante da causa da negritude. A força de olhar o amanhã procura entender as possibilidades de se pensar em soluções para um mundo em que a negritude continua enfrentando colossais dificuldades associadas aos diversos problemas econômicos, políticos e sociais da cultura global.
21h:
A negação do Brasil. (Brasil, 2000, doc, 91 min., classificação indicativa: 12 anos) Dir.: Joel Zito Araújo.
Lançado juntamente com um livro que complementa a elucidação proposta pelo filme, A negação do Brasil trata do espinhoso tema da representação dos negros na telenovela brasileira. Através de dados, estatísticas e de suas próprias recordações, o diretor de TV Joel Zito Araújo procura demonstrar como o universo da telenovela cria uma imagem paradoxal da sociedade brasileira, relegando à imensa população negra do país uma pequena quantidade de papéis estereotipados e desinformadores.
Festival Back2Black

Pessoal: Dica de cinema para o final de semana, começando na sexta ... Mostra de Cinema Negro dentro do Festival Back2Black no Museu da República (Brasília), de 28 a 30 de agosto. Detalhe: entrada franca.
O Festival Back2Black conta com palestras (hoje 15h - Gavin Hood, diretor sul-africano do filme Tsotsi que ganhou Oscar de filme estrangeiro e também do conhecido X-Men Origins:Wolwerine), shows (domingo 19h – Djalma Corrêa, Cidade Negra, Ellen Oléria e Youssou N´Dour) e com a Mostra de Cinema Negro.
A Mostra apresentará filmes raros de países como Jamaica, Martinica, Haiti, Mali, Burkina Faso, Estados Unidos e França. Alguns destaques: filmes de Spyke Lee, Gordon Parks, Joel Zito Araújo, Jéferson De, Jean Rouch ...
Hoje, por exemplo, terá exibição do jamaicano Rockers- It´s Dangerous, lendária ficção que conta com a participação de ícones mundiais do reggae como Peter Tosh e Gregory Isaacs.
Confira a programação completa da Mostra de Cinema: http://www.cineclubedf.blogspot.com/ Mostra de Cinema Negro no Festival Back2Black – edição Brasília
Museu da República (Esplanada dos Ministérios)
28 a 30 de agosto de 2009
Entrada franca
http://www.back2blackfestival.com.br/
Ana Arruda
Produção da Mostra de Cinema Negro
Festival Back2Black – Brasília Produtora associada Brazucah Produções
ana@brazucah.com.br
O Festival Back2Black conta com palestras (hoje 15h - Gavin Hood, diretor sul-africano do filme Tsotsi que ganhou Oscar de filme estrangeiro e também do conhecido X-Men Origins:Wolwerine), shows (domingo 19h – Djalma Corrêa, Cidade Negra, Ellen Oléria e Youssou N´Dour) e com a Mostra de Cinema Negro.
A Mostra apresentará filmes raros de países como Jamaica, Martinica, Haiti, Mali, Burkina Faso, Estados Unidos e França. Alguns destaques: filmes de Spyke Lee, Gordon Parks, Joel Zito Araújo, Jéferson De, Jean Rouch ...
Hoje, por exemplo, terá exibição do jamaicano Rockers- It´s Dangerous, lendária ficção que conta com a participação de ícones mundiais do reggae como Peter Tosh e Gregory Isaacs.
Confira a programação completa da Mostra de Cinema: http://www.cineclubedf.blogspot.com/ Mostra de Cinema Negro no Festival Back2Black – edição Brasília
Museu da República (Esplanada dos Ministérios)
28 a 30 de agosto de 2009
Entrada franca
http://www.back2blackfestival.com.br/
Ana Arruda
Produção da Mostra de Cinema Negro
Festival Back2Black – Brasília Produtora associada Brazucah Produções
ana@brazucah.com.br
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Sessão exclusiva de Apenas o fim 24/08 no Cineclube Bancários

"Apenas o Fim" conta a história de uma garota (Erika Mader) que decide terminar o namoro e oferece ao namorado (Gregório Duvivier) apenas uma hora - ou para transarem ou para conversarem - antes que ela parta de vez. Ele escolhe conversar e o filme nada mais é do que isso: sobre uma conversa de um casal pré-término. A associação imediata é com os filmes de Richard Linklater ("Antes do Amanhecer" - 1995 e "Antes do Por do Sol" - 2004) o que é uma ótima referência para qualquer cinéfilo.
Sessão lotada especial do filme Lóki
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A sessão de LOKI no Cineclube Bancários foi especial! Com média de público de 370 pessoas, tendo público participativo no debate com o jornalista Pedro Brandt (Correio Braziliense). Também houve a presença de pessoas importantes da música e do cinema da cidade na divulgação como o documentarista Vladimir Carvalho, o jornalista Marcos Pinheiro (Porão do Rock/ Rádio Cultura Fm) e vários músicos, realizadores e produtores culturais de Brasília.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
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